O que o Brasileiro pensa a respeito das práticas sustentáveis?
A pesquisa Sustentabilidade: Aqui e Agora realizada pelo Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o Instituto Synovate e o Wal-Mart Brasil, divulgada no dia 25 de novembro, revela uma lista das ações que o brasileiro está disposto a fazer para adotar práticas mais sustentáveis no seu dia a dia. Separar lixo para a reciclagem (66%), eliminar o desperdício de água (63%) e participar de campanhas de redução de energia (46%) são algumas das práticas citadas na pesquisa.
Porém, a população brasileira não acredita que os problemas ambientais podem ser solucionados com pequenas mudanças de comportamento. Para 59% da sociedade, só grandes mudanças nos hábitos de consumo, transporte e alimentação podem realmente ajudar a manter um ambiente saudável no futuro.
O desejo de 74% dos cidadãos é encontrar nas prateleiras dos mercados produtos ambientalmente responsáveis, porém 90% não está disposto a pagar mais por isso, afirma o site EcoD.
O estudo foi feito para identificar comportamentos, opiniões e atitudes dos brasileiros que demonstrassem maior adesão e maior proatividade no que se refere à proteção do meio ambiente e à adoção de hábitos de consumo mais responsáveis. De forma geral, a percepção dos brasileiros está mais positiva em relação ao meio ambiente, aos hábitos de consumo e às principais formas de contribuição para um futuro mais sustentável.
O perfil do cidadão brasileiro traçado pela pesquisa mostra que a informação ainda é um dos quesitos mais relevantes na hora da decisão. De acordo com o documento, 50% dos entrevistados disseram ser “mais ou menos” informados sobre meio ambiente e ecologia, enquanto 22% sentem-se mal informados e 26% com o nível de informação bom.
Segundo a pesquisa, 60% dos brasileiros são a favor de uma lei que proíba o uso de sacolas plásticas. Cinquenta e nove por cento afirmam que o meio ambiente deve ter prioridade sobre o crescimento econômico – em Brasília esse número chegou a 81%. Oitenta e cinco por cento dizem que qualquer mudança que o ser humano cause na natureza provavelmente vai piorar as coisas e 59% acreditam que só com grandes mudanças de hábito e de consumo será possível conservar os recursos naturais.
Segundo o relatório, as pessoas se mostram muito mais dispostas a doar tempo e trabalho comunitário, do que comprar produtos mais caros, ainda que mais ecoeficientes, ou contribuir com dinheiro para fundos ou organizações ecológicas.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
sábado, 20 de novembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Mudança
Tenho percebido uma mudança significativa no Brasil. Não, não falo dos numeros do governo Lula, do debate político, que por incrível que pareça é um dos mais politizados da história brasileira. Me refiro a uma forma diferente de enxergar a realidade que ainda não é muito discutida e nem comentada pelos meios de comunicação e pelos grupos de comportamento. A três anos atrás propaganda de cerveja era com mulher pelada e só, hoje a nova propaganda da Brama trás mulheres vestidas dos pés a cabeça e ainda pensando e agindo como mulheres emancipadas. Para um país que a bem pouco tempo tinha em sua lei um artigo dizendo que era possível se separar da mulher se ela não tivesse "honra" é uma vitória fantástica, ver nos bares as meninas de 19, 20 anos chegando nos rapazes e conversando de igual (lógico que não é todas) é algo impensado no ano 2000, quando ainda estava em vigor a dita lei da "honra".
Quero acreditar que essa é uma mudança sem volta, mas sou tentado a ser pessimista e crer que isso pode ser um fator passageiro. Ao ver a eleição para presidente do Brasil constato que vai além da briga política de sempre, sobre duas formas de governar, é também uma maneira de sentir nova que pode estar nascendo.
Em um país machista e reacionário como o Brasil eleger e ter de ser governado por uma mulher é algo novo, inusitado e admirável. A propaganda de José Serra tende a velar sua crítica a campanha da Dilma Roussef através de um discurso sentimental e sem respaldo na realidade política. Apelando para a ideia ainda muito presente de que a figura feminina é vista como mãe, carinhosa, trabalhadora, em dois e até três períodos (por ter de cuidar da casa), essa campanha vergonhosa esconde que, por exemplo, ele não fala nunca da emancipação feminina, dos direitos dos homossexuais, dos negros (aliás negro na propaganda de Serra só aparece como coadjuvante). Por se esconder em um discurso retórico, que apela diretamente ao sentimento humano, ele esconde até o presente momento de boa parte da população que não tem plataforma de governo, é só olhar que seu plano de governo no T.S.E. (Tribunal Superior Eleitoral) são três discursos proferidos na pré-campanha.
Tenho a convicção de que essas mudanças sociais e mentais da sociedade brasileira tenham a possibilidade de concretizarem-se e ainda serem ampliadas. Para isso uma das maneiras mais rápidas e seguras disso continuar a acontecer é Dilma ganhar essa eleição para presidente, mostrando assim que a mulher tem sim direitos de se emancipar em todos os níveis.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Pensadores de platão
A todos os pensadores, venho a publico dizer para pensarem no que quiserem. se permitão pensar o impossível pois o possível já tem muita gente pensando.
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