quinta-feira, 22 de julho de 2010

Pensem não sejam manipulados




Uma nota sobre o cretinismo "internético"PDFImprimirE-mail
Comunicação Social
Atilio A. Boron   
Qui, 22 de abril de 2010 18:18

Atilio Boron
Atilio Boron
Tornou-se lugar comum crer que a Internet é o âmbito por excelência da liberdade em nosso tempo. Muitíssima gente, e não poucos teóricos, sustentam que se trata de un espaço libérrimo, no qual as antigas restrições que o papel impresso impunha à produção e circulação das ideias ficaram definitivamente superadas. Basta ler algumas passagens do livro de Hardt e Negri, Império; ou os três tomos de Manuel Castells, A Idade da Informação: Economia, Sociedade e Cultura, para apreciar a profundidade e as ramificações desta crença. Dizem os primeiros, numa passagem memorável - e não precisamente pelo acerto - de sua obra, que "a rede democrática é um modelo completamente horizontal e desterritorializado. A Internet (...) é o principal exemplo desta estrutura democrática em rede. (...) Um número indeterminado e potencialmente ilimitado de nós interconectados que se comunicam entre si sem que haja um ponto central de controle. (...) Este modelo democrático é o que Deleuze e Guattari chamaram um rizoma, uma estrutura em rede não hierárquica e sem um centro." (pp. 277-278)
O livro de Castells se edifica íntegralmente sobre essa superstição. Mas, contrariamente ao que assegura a charlatanisse pós-moderna, a Internet nem é horizontal, descentralizada ou desterritorializada. O que aqueles autores se empenham em negar é que a Internet é uma estrutura que tem centros de monitoramento e controle, e na qual certo tipo de comunicações estão bloqueadas, quase todas vigiadas e algumas censuradas. Só espíritos muito ingênuos podem supor outra coisa, ainda que também possa ocorrer que tão desastrado diagnóstico responda à incessante busca de originalidade e singularidade que caracteriza a labor de muitos intelectuais - o "afã de novidades", cujas perniciosas consequências já haviam sido notadas por Platão? - que, afetados por uma fenomenal sobrevaloração da importância de sí mesmos e de suas ideias, se obstinam em formular alambicadas teses sobre nossa época, mas abstendo-se de falar do capitalismo e do imperialismo. Do ponto de vista da ciência social, isso é tão absurdo como o intento de um astrônomo que quisesse predizer o curso dos planetas prescindindo por completo de levar em conta o Sol. Em termos de pensamento crítico, uma operação deste tipo constitui uma lamentável capitulação, mas não se pode negar que outorga um banho de respeitabilidade a quem, ao promover semelhantes disparates, desarma ideologicamente os milhares de milhões de vítimas do sistema que, por outra parte, retribui generosamente os serviços de quem predica tais fantasías. Uma das teses mais importantes deste tempo é, precisamente, exaltar a Internet como o reino da liberdade, convertendo assim um dos preceitos da ideologia dominante numa verdade supostamente irrefutável.
Mas as evidências que destroem esse mito são abrumadoras. Por exemplo, muitas das mensagens emitidas nestes últimos dias desde o PLED, anunciando um painel sobre o rol da Colômbia na geopolítica imperial, padeceram de suspeitosas dificuldades. Chegaram informações de amigos e companheiros que queriam difundir o aconteceimento mas, ao pôr "Colômbia" no assunto ou no corpo da mensagem, isso simplesmente desaparecia da tela ou ia diretamente para a lixeira. Estamos também experimentando dificultades em receber adesões para nossa campanha de solidariedade com Cuba, e são vários que apelaram a chamadas telefônicas para fazer-nos saber de sua impossibilidade de registrar sua assinatura através do envio de uma mensagem ao endereço preparado para tal efeito. São muitas as experiências que refutam o caráter democrático e libertário da rede. Sem ir mais longe, quem quiser utilizar o programa Skype em Cuba não pode fazê-lo, e muito menos acudir ao Google Earth, porque, em tal caso, aparecerá um cartazinho dizendo que "da localização em que você se encontra neste momento não pode ter acesso a este programa." O mesmo ocorre com muitos outros programas. Quem tenha dúvidas a respeito, não precisa mais do que enviar uma mensagem incorporando no texto certas palavras supostamente vinculadas a atividades terroristas e já verá o que ocorre. Talvez Hardt, Negri ou Castells considerem essas coisas como transitórias anomalias, mas não é assim. É o funcionamento "normal" de uma rede que, a despeito das ocorrências daqueles autores, tem centros que a controlam e dominam. A chamada do dia 19 de Abril no topo de Página/12, "Montañas", agrega nova evidência a favor desta tese. Nela se informava de que "uma página aberta em 25 de março (e que descrevia seu dono como o "príncipe dos mujadins") fora alcançada, na sexta-feira passada, ao ter mais de mil seguidores. Facebook admitiu que não tinha elementos para determinar se o titular era verdadeiro ou apócrifo, mas igualmente anunciou que o sitio fora desativado: desde ontem, Osama Bin Laden já não tem espaço na rede social de Internet."
Numa passagem brillante de seu O Dezoito Brumário de Luis Bonaparte Marx definia o cretinismo parlamentar como "uma doença que aprisiona como por encantamento os contagiados num mundo imaginário, privando-lhes de todo sentido, de toda memória, de toda compreensão do rude mundo exterior". Uma doença que agora reaparece e se apodera de alguns teóricos de nosso tempo, que os encerra num mundo imaginário, no qual a Internet é o reino da liberdade e da democracia, reino edificado, por certo, sobre uma sociedade capitalista que a cada passo demonstra sua incompatibilidade cada vez mais irreconciliável com a liberdade e a democracia, mas que, graças ao cretinismo "internético", intenta renovar sua deteriorada legitimidade. Este cretinismo é muito mais daninho que o identificado por Marx e deverá ser combatido com muita inteligência e muita militância no marco da batalha de ideias. A luta contra a ideologia dominante e os oligopólios mediáticos terá também que se livrar na Internet.
Fonte: Rebelión
Tradução: Sergio Granja

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Trololó na TV Cultura e mais

"http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=597IPB010"

Trololó na TV Cultura

Por Nelson Hoineff em 12/7/2010

A bola queimou para a TV Cultura, com as demissões dos jornalistas
Heródoto Barbeiro e Gabriel Priolli. Explicações complicadas terão que
ser dadas pelo candidato à presidência José Serra – acusado de ter
pedido a cabeça dos jornalistas – e pelo vice-presidente de conteúdo
da emissora, Fernando Vieira de Mello, recém-chegado por lá, após ter
sido afastado da Band.

Como já é amplamente sabido, as duas demissões supostamente têm na
base questionamentos feitos pelos jornalistas ao alto preço dos
pedágios nas estradas de São Paulo – Barbeiro no Roda Viva, onde Serra
considerou a questão um "trololó petista"; Priolli em reportagem para
o Jornal da Cultura, e que sequer estava editada.

Barbeiro era um nome importante do jornalismo da Cultura havia muitos
anos; foi editor, repórter, apresentador e âncora. Priolli teve várias
passagens pela emissora, mas tornou-se diretor do Jornalismo apenas
cinco dias antes de ser demitido. É possivelmente um recorde mundial,
que deixa para a TV Cultura uma questão que ela tem que responder com
urgência: ou o novo diretor de Jornalismo, que a emissora conhecia bem
em várias outras funções, demonstrou uma inadequação meteórica para o
cargo, ou a emissora cedeu mesmo, como escreveram Luis Nassif e outros
jornalistas, às exigências do candidato tucano.

Diálogo de répteis

Se isso não é envaidecedor para José Serra, é muito menos para a
emissora. Menos ainda para a utopia de se construir uma televisão
pública livre no Brasil. O incidente deixa a TV Cultura numa situação
visivelmente constrangedora, mas impacta enormemente o debate que
vinha acontecendo – especialmente desde a criação da Empresa Brasil de
Comunicação (EBC) – sobre a possibilidade de sobrevivência do
jornalismo independente numa televisão pública.

A principal razão para isso é que a própria Cultura vinha ironicamente
sendo apontada como um modelo bem sucedido dessa possibilidade. Isso
em oposição à EBC, que como empresa alegadamente ainda não conseguiu
decolar, cujo jornalismo foi esfacelado há tempos, onde essa história
de independência é uma balela.

Em vista do experimentado pela EBC – e à luz do que acontece neste
momento na TV Cultura –, televisão pública e jornalismo independente
parecem ser no Brasil expressões mutuamente excludentes. Mas se o
jornalismo não é independente numa televisão pública, não ofenderá
perguntar:

– A quem interessa, então, uma televisão pública, e por que os
governos investem tanto dinheiro nelas?

A possibilidade de construção de uma televisão pública livre, original
e relevante é inversamente proporcional ao nível de promiscuidade que
possa existir entre governos e seus partidos e os mecanismos de gestão
dessas emissoras. Se for comprovado que o PSDB demitiu dois
jornalistas da Cultura por terem feito perguntas sobre os pedágios das
estradas paulistas, isso autorizará a EBC a afastar quem se posicione
criticamente a qualquer ação do governo Lula. Tal quadro estaria
alguns pontos abaixo de um diálogo de répteis – subvencionado pelo
dinheiro da sociedade brasileira.

Fundo do poço

A sociedade tem que saber imediatamente se Heródoto Barbeiro e Gabriel
Priolli foram de fato demitidos por ordem de José Serra. Se não, por
que o foram, que tipo de erros contundentes ambos cometeram – até
porque são nomes conhecidos pelo público e respeitados no ambiente
profissional.

A sociedade tem também que saber quem está ganhando dinheiro público
nas emissoras públicas para não lutar por sua independência e, pelo
contrário, torná-las mais e mais subservientes aos interesses dos
políticos.

Relações promíscuas com vários setores estão no DNA de muitos
políticos – não refiro a qualquer um em especial – e isso talvez não
possa ser combatido com tanta facilidade. Mas "laranjas" que são
postos nas televisões públicas que o povo está pagando – e que as
colocam a serviço do atraso, que as lançam ostensivamente no
descrédito público –, estes devem ser combatidos e denunciados por
quem quer que defenda a possibilidade de uma imprensa equilibrada, de
uma televisão pública independente e voltada para o interesse público.

Ser conivente com isso é jogar a televisão brasileira no fundo do
poço, é trair os mais elementares ideais libertários.

***

ENTRE ASPAS

Sayad nega ingerência política na TV Cultura

Sonia Racy e Jotabê Medeiros # reproduzido de O Estado de S.Paulo, 12/7/2010

O presidente da Fundação Padre Anchieta, João Sayad, negou ontem
[domingo, 11/7] ter havido motivação política no afastamento de
Gabriel Priolli da Diretoria de Jornalismo da TV Cultura. Ele alegou
que Priolli não tinha o perfil adequado para o cargo na emissora,
gerida pela fundação.

"Foi uma escolha equivocada", afirmou Sayad. Jornalista experiente,
com passagem por alguns dos principais jornais e televisões do Brasil,
Priolli trabalha para a TV Cultura há mais de uma década e permaneceu
apenas uma semana no cargo.

Seu afastamento alimentou a suspeita de ingerência política na
emissora pública ligada ao governo de São Paulo. Segundo versão
amplificada pela internet, Priolli foi afastado do posto por orientar
a produção de uma reportagem sobre as tarifas de pedágio nas estradas
estaduais, tema abordado com insistência pela campanha do PT ao
governo paulista.

O jornalista preferiu não se manifestar sobre o episódio: "Vou manter
silêncio, pois ainda sou funcionário da TV Cultura". O destino de
Priolli dentro da emissora deve ser definido hoje, em reunião com o
vice-presidente da fundação, Ronaldo Bianchi. Tanto a nomeação quanto
a destituição de Priolli foram comunicadas a ele pelo diretor de
Conteúdo da TV Cultura, Fernando Vieira de Mello.

O seção paulista do PT anunciou que vai pedir ao Ministério Público
Eleitoral que investigue o afastamento de Priolli. O candidato do
partido ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, foi entrevistado
para a reportagem sobre pedágios, assim como o candidato do PSDB,
Geraldo Alckmin.

***

Pedágio na Cultura

Fernando de Barros e Silva # reproduzido da Folha de S.Paulo, 12/7/2010

Começou mal, muito mal, a gestão de João Sayad à frente da TV Cultura
de São Paulo.

Na quarta-feira da última semana, confeccionava-se, para o jornal
noturno da emissora, uma reportagem sobre os pedágios paulistas, aos
quais o próprio candidato tucano ao governo, Geraldo Alckmin, havia
feito reparos. No início da noite, o diretor de jornalismo da TV
Cultura, Gabriel Priolli, foi chamado à sala de Fernando Vieira de
Mello, vice-presidente de conteúdo.

Ali ouviu a bronca: a TV não poderia se ocupar de assunto tão delicado
sem o seu conhecimento prévio. Vieira de Mello ecoava um protesto que
tinha origem em algum escaninho da burocracia tucana.

A reportagem não foi ao ar naquela noite. E Priolli foi afastado de
suas funções na tarde de quinta-feira. Durou uma semana no cargo.

Consta que a reportagem sobre os pedágios foi exibida na noite de
sexta, feriadão de 9 de julho. E alega-se que foi derrubada na
antevéspera porque estava "mal feita". Ninguém deve ter visto o
resultado final. Como quase ninguém teria visto se fosse exibida na
quarta.

A verdade é que a Cultura é uma TV mais lida do que assistida. Os
próprios conselheiros da Fundação Padre Anchieta acompanham a emissora
pela imprensa.

A saída de Heródoto Barbeiro do "Roda Viva" nada tem a ver com a
pergunta que ele fez no programa a José Serra uma semana antes
-justamente sobre pedágios. A sua substituição por Marília Gabriela já
estava acertada pela direção. Mas, ao enviar Priolli para a Sibéria,
os tucanos conseguiram transformar uma mentira em algo verossímil.

O episódio escancara a ingerência política do tucanato na TV pública
de São Paulo. Quando uma reportagem sobre pedágios vira questão de
Estado, então é melhor fechar o departamento de jornalismo e exibir
"Cocoricó", onde ao menos as crianças são levadas a sério.

***

Diretor de jornalismo da Cultura é afastado

Ana Paula Sousa # reproduzido da Folha de S.Paulo, 10/7/2010

Após uma semana no posto, o jornalista Gabriel Priolli deixou de ser
diretor de jornalismo da TV Cultura. A decisão, tomada pelo jornalista
Fernando Vieira de Mello, vice-presidente de conteúdo da emissora,
alimentou boatos a respeito da ingerência política sobre o canal.

No final da tarde de quinta-feira [8/7], Mello chamou Priolli à sua
sala para comunicá-lo do afastamento. Priolli, que já era funcionário
da Cultura, disse, à Folha, que preferia não falar sobre o episódio.

Nos corredores da emissora e na blogosfera, circula a informação de
que, por trás da saída de Priolli, está uma reportagem sobre problemas
e aumento nos pedágios.

A reportagem teria sido "derrubada" – jargão para o que não é
veiculado – por Mello. "A reportagem não foi ao ar na quarta-feira por
uma razão simples: não estava pronta", diz Mello.

"Eram ouvidos só [Geraldo] Alckmin e [Aloísio] Mercadante. Em período
eleitoral, somos obrigados a ouvir todos os candidatos. Foi isso que
fizemos", acrescenta.

De acordo com ele, o material iria ao ar ontem [9/7] à noite, no
Jornal da Cultura.

Dias antes, outra dança de cadeiras originou rumores sobre a
influência do governo estadual sobre a TV.

Segundo estes, Heródoto Barbeiro teria sido substituído por Marília
Gabriela no Roda Viva por ter feito uma pergunta incômoda a Serra.

A TV atrela a mudança à busca de uma "nova cara" para o canal. Mello
observa, ainda, que nem Priolli nem Barbeiro foram demitidos. Ambos
devem assumir novas posições na emissora.

domingo, 11 de julho de 2010

Tentando ficar vivo

Quando a indesejada da gente chegar
A vida para e você morre
Quando a indesejada da gente chegar
Ainda haverá muito luar
Quando a indesejada da gente chegar
A gente tentará correr
Quando a indesejada da gente chegar
Ela não mais me verá

Vem mais demore a chegar
Eu te detesto e amo, oh indesejada

Ela não saberá de mim
Eu também não saberei
Se estamos, estivemos ou estaremos juntos

Em uma mesa simples, resistente, deite meu corpo
Veja o por do sol, caminhe e não pense
Assim será melhor para ti
EU! onde estiver com a indesejada
Se puder ver-te, quero olhar-te com a tranqüilidade de quem tentou

Conseguir não digo
Conseguir é para poucos e raros
Mas a tentativa é para todos

Se desejo, se não desejo a indesejada levará tudo

Uma unica coisa ficará: a tentativa

Serra ordena demissões na TV Cultura

Por Altamiro Borges em 09/07/2010

Assista o vídeo: "http://www.youtube.com/watch?v=ZK4s6KaUdzc"

Dois renomados jornalistas da TV Cultura, tutelada pelo governo paulista, foram demitidos nos últimos dias: Heródoto Barbeiro e Gabriel Priolli.

Por mera coincidência, ambos questionaram os abusivos pedágios cobrados nas rodovias privatizadas do estado. A mídia demotucana, que tanto bravateia sobre a “liberdade de expressão”, evita tratar do assunto, que relembra a perseguição e a censura nos piores tempos da ditadura. Ela não vacila em blindar o presidenciável José Serra.

Heródoto Barbeiro, apresentador do programa Roda Viva, foi demitido após perguntar, ao vivo, sobre os altos pedágios. O ex-governador Serra, autoritário e despreparado, atacou o jornalista, acusando-o de repetir o “trololó petista”. Heródoto será substituído por Marília Gabriela, uma das estrelas da Rede Globo. Já Gabriel Priolli, que assumira a função de diretor de jornalismo da TV Cultura apenas uma semana antes, foi sumariamente dispensado ao pautar uma reportagem sobre o “delicado” assunto, que tanto incomoda e irrita os tucanos.

Risco à liberdade de expressão

Sua equipe chegou a entrevistar Geraldo Alckmin e Aloizio Mercadante, candidatos ao governo paulista. Mas pouco antes de ser exibida, a reportagem foi suspensa por ordens do novo vice-presidente de conteúdo da emissora, Fernando Vieira de Mello. “Tiveram que improvisar uma matéria anódina sobre viagens dos candidatos” e “Priolli foi demitido do cargo”, relata o sempre bem informado Luis Nassif, que também foi alvo de perseguições na TV Cultura.

Entre os jornalistas, não há dúvida de que mais estas demissões foram ordenadas diretamente por José Serra. Nas redes privadas de rádio e TV e nos jornalões e revistonas, o grão-tucano goza de forte influência. Ele costuma freqüentar as confortáveis salas dos barões da mídia. Ele também é conhecido por ligar para as redações exigindo a cabeça de repórteres inconvenientes. Depois os tucanos e a sua mídia ainda falam nos ataques à liberdade de expressão no governo Lula.

“Para quem ainda têm dúvidas, a maior ameaça à liberdade de imprensa que esse país jamais enfrentou, nas últimas décadas, seria se, por desgraça, Serra juntasse ao poder da mídia, que já tem o poder de Estado”, alerta Nassif. Aguarda-se, agora, algum pronunciamento de Heródoto Barbeiro e Gabriel Priolli sobre o ditador José Serra, para o bem da dignidade dos jornalistas e do jornalismo.


Matéria original do blog do Luis Nassif, 08/07/2010 às 22h25,
"http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/pedagio-derruba-mais-um-jornalista-da-tv-cultura"


Pedágio derruba mais um jornalista da TV Cultura

“Há uma semana, Gabriel Priolli foi indicado diretor de jornalismo da TV Cultura.

Ontem [quarta 07], planejou uma matéria sobre os pedágios paulistas. Foram ouvidos Geraldo Alckmin e Aluizio Mercadante, candidatos ao governo do estado. Tentou-se ouvir a Secretaria dos Transportes, que não quis dar entrevistas. O jornalismo pediu ao menos uma nota oficial.

Acabaram não se pronunciando.

Sete horas da noite, o novo vice-presidente de conteúdo da TV Cultura, Fernando Vieira de Mello, chamou Priolli em sua sala. Na volta, Priolli informou que a matéria teria que ser derrubada. Tiveram que improvisar uma matéria anódina sobre as viagens dos candidatos.

Hoje, Priolli foi demitido do cargo. Não durou uma semana. Semana passada foi Heródoto Barbeiro, demitido do cargo de apresentador do Roda Viva devido às perguntas sobre pedágio feitas ao candidato José Serra.

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E olha o descaso de Serra

http://www.youtube.com/watch?v=ZK4s6KaUdzc&feature=player_embedded