terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

pensamentos sobre o Kapital

A produção de hoje gera alienação já que o indivíduo não se reconhece naquilo que produz, que trabalhador da Fiat fala consegue apontar um carro na rua e dizer que foi ele quem fez e que aquilo é produto do trabalho dele?  No máximo ele diz que monta carros não que o produto final é responsabilidade dele.
 Dessa maneira o fato do indivíduo ser constrangido ao trabalho pelo salário demonstra que há algo maior e anterior a ele: o capital e a propriedade fundiária.
 Toda vez que olhamos para o concreto no caso o nosso trabalhador temos de tem em mente que o "concreto é concreto porque é a síntese de muitas determinações, isto é, unidade do diverso" (Marx, o Capital in. Os Pensadores, p. 39). Assim se pensarmos no nosso trabalhador só do ponto de vista econômico estaremos errado temos de pensar nele levando em conta suas relações e interações sociais para compreendermos que ele vê que o carro é do patrão ou de quem compra e não dele e muito menos fruto deles já que ele se vê como sendo uma ferramenta a mais para a fabricação do mesmo.
 Partindo assim de um casso particular chegamos a uma idéia geral só que não podemos parar por ai, pois temos de fazer o percurso inverso trazendo nessa volta as implicações materiais e adversas que surgem ao objeto estudado, no caso do nosso trabalhador hipotético poderíamos dizer que ele não se reconhece no carro também porque para ir trabalhar ou passear não dispõe de um, assim ele se vê como mais um trabalhador dependente do trabalho para sobreviver e não como um produtor de carros que vê no carro uma forma de vida, já que a forma de vida para ele é a venda de seu trabalho para ganhar dinheiro para que possa sobreviver
etc.
muito ainda teria para falar, é só para levantar a discussão e os pensamentos de todos.